Era quarta-feira. Sim, corria tudo bem naquela noite. O encontro era tranquilo e a cada minuto mais fácil. Tão sereno que quase desestabilizava. Queria mais, mais, e mais. Descobria os sentimentos pelas batidas no peito e deixava o corpo manipular o tempo.


Dominada pela ansiedade, sabia que precisava tomar uma decisão. Sábado, domingo, segunda. Céu aberto, coração cheio. As possibilidades eram alteradas a cada minuto que passava. Era cedo, mas o desejo abria portas e janelas.


Sábado de novo. Domingo. Uma segunda excepcional fez os pensamentos bombearem o sangue. Era isso, e bastava. Especial demais para deixar passar. O que era tranquilo deveria ser bem recebido. Foi aceito e, agora, só restava ser vivido.


[...continua]



Era sábado. O dia estava meio nublado, mas a companhia fazia o tempo sorrir. De mãos livres e coração aberto, caminhava falando amenidades. Diferente do normal, observava as pessoas que passavam por ela. Um olhar foi cruzado.


Outro sábado. Agora ensolarado. Havia um certo desconforto no ar, mas ele foi se esvaziando enquanto as horas passavam e os pés ligeiros exploravam a cidade. Sol intenso e uma incomum familiaridade. Muitos sorrisos escondidos e outros nem tanto. O tempo corre.


Um domingo de sol. Uma situação inicialmente desconfortável se torna fácil. Fácil demais. Ela já sabia onde o batimento acelerado ia. Um gesto arrancou a dúvida peito. Deixou sem ar, fez um nó, falou em outra língua. Foi imediato: o coração modificou o tempo.


[...continua]

Ele surgiu aqui novamente. Nem baixo, nem alto. Nem gordo, nem magro. Cabelos curtos. Soa meio arrogante, mas têm um abraço gostoso. Os tons da aventura me inundam quando estou com ele. Corremos de algo e para algo e tudo é sempre novo. Sinto todas as borboletas no meu estômago.