03 janeiro 2022



Um fim de tarde qualquer de quinta-feira. Dia limpo, vento e um impulso. Era preciso fazer algo. Agiu. Mais um convite, mais um encontro, mais uma caminhada ao anoitecer. O cotidiano, e aquela presença, invadiu todas as suas células e ganhou velocidade no peito. Uma marca foi deixada.


Sábado, sol, uma manhã embebida de ansiedade e alegria. Um percurso já conhecido e agora inundado de emoções. Domingo. Sentia uma borboleta batendo as asas em sua garganta enquanto os dedos das mãos adormeciam. Segunda-feira. Nos sorrisos tímidos foram escritas frases de sentidos confusos. Não sabia o que sentia.


Era quarta-feira. Noite quente de céu limpo. O lar ia sendo construído e ficava nítida a vontade de viver ali. De verdade. Andava rápido demais, talvez, e continuava acelerando. Acertou em cheio o coração e descobriu que já morava nele. Fagulhas e outras poesias ganharam força e o vento soprou em todas as cores.


[...continua]