Um fim de tarde qualquer de quinta-feira. Dia limpo, vento e um impulso. Era preciso fazer algo. Agiu. Mais um convite, mais um encontro, mais uma caminhada ao anoitecer. O cotidiano, e aquela presença, invadiu todas as suas células e ganhou velocidade no peito. Uma marca foi deixada.


Sábado, sol, uma manhã embebida de ansiedade e alegria. Um percurso já conhecido e agora inundado de emoções. Domingo. Sentia uma borboleta batendo as asas em sua garganta enquanto os dedos das mãos adormeciam. Segunda-feira. Nos sorrisos tímidos foram escritas frases de sentidos confusos. Não sabia o que sentia.


Era quarta-feira. Noite quente de céu limpo. O lar ia sendo construído e ficava nítida a vontade de viver ali. De verdade. Andava rápido demais, talvez, e continuava acelerando. Acertou em cheio o coração e descobriu que já morava nele. Fagulhas e outras poesias ganharam força e o vento soprou em todas as cores.


[...continua]


Era quarta-feira. Sim, corria tudo bem naquela noite. O encontro era tranquilo e a cada minuto mais fácil. Tão sereno que quase desestabilizava. Queria mais, mais, e mais. Descobria os sentimentos pelas batidas no peito e deixava o corpo manipular o tempo.


Dominada pela ansiedade, sabia que precisava tomar uma decisão. Sábado, domingo, segunda. Céu aberto, coração cheio. As possibilidades eram alteradas a cada minuto que passava. Era cedo, mas o desejo abria portas e janelas.


Sábado de novo. Domingo. Uma segunda excepcional fez os pensamentos bombearem o sangue. Era isso, e bastava. Especial demais para deixar passar. O que era tranquilo deveria ser bem recebido. Foi aceito e, agora, só restava ser vivido.


[...continua]